{"id":340,"date":"2026-08-05T00:36:29","date_gmt":"2026-08-05T03:36:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/?post_type=programacao&#038;p=340"},"modified":"2026-08-05T02:10:46","modified_gmt":"2026-08-05T05:10:46","slug":"chuquichinchay","status":"publish","type":"programacao","link":"https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/programacao\/chuquichinchay\/","title":{"rendered":"CHUQUICHINCHAY &#8211; La existencia de la androginia en los andes"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-376\" src=\"https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/16-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" srcset=\"https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/16-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/16-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/16.jpg 331w\" sizes=\"(max-width: 40px) 100vw, 40px\" \/><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-370\" src=\"https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-deficiencias-fisicas-300x300.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" srcset=\"https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-deficiencias-fisicas-300x300.png 300w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-deficiencias-fisicas-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-deficiencias-fisicas-150x150.png 150w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-deficiencias-fisicas-768x768.png 768w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-deficiencias-fisicas-1536x1536.png 1536w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-deficiencias-fisicas-2048x2048.png 2048w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-deficiencias-fisicas-650x650.png 650w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-deficiencias-fisicas-1300x1300.png 1300w\" sizes=\"(max-width: 40px) 100vw, 40px\" \/><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-371\" src=\"https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-libras-2-300x300.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" srcset=\"https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-libras-2-300x300.png 300w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-libras-2-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-libras-2-150x150.png 150w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-libras-2-768x768.png 768w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-libras-2-1536x1536.png 1536w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-libras-2-2048x2048.png 2048w, https:\/\/www.icencontrodeartes.com.br\/ic18\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/simbolo-de-acessibilidade-libras-2-650x650.png 650w\" sizes=\"(max-width: 40px) 100vw, 40px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">CHUQUICHINCHAY &#8211; La existencia de la androginia en los andes\u201d \u00e9 uma<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> performance que conta a hist\u00f3ria da exist\u00eancia de seres andr\u00f3ginos do Imp\u00e9rio Inca, chamados Qariwarmis. Esta palavra vem do qu\u00e9chua (importante fam\u00edlia de l\u00ednguas ind\u00edgenas da Am\u00e9rica do Sul): Qari = homem, Warmis = mulher. Atualmente, a hist\u00f3ria desses seres e tudo o que os envolve \u00e9 desconhecida pelas comunidades ind\u00edgenas e para a maioria das pessoas pertencentes \u00e0 comunidade LGBTQIAPN+ de Abya Yala \u2013 nome dado ao continente americano pelo povo origin\u00e1rio Kuna antes da chegada dos colonizadores europeus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante o per\u00edodo colonial, com a chegada dos espanh\u00f3is e a imposi\u00e7\u00e3o do catolicismo, esses seres foram submetidos \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, considerados demon\u00edacos, aberra\u00e7\u00f5es da natureza, pecadores. Com seus direitos violados, foram submetidos a viol\u00eancia, torturas, massacres e assassinatos. Como consequ\u00eancia, todo o seu contexto hist\u00f3rico e cosmogonia foram apagados da vis\u00e3o do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, existem mitos e lendas de diferentes comunidades ind\u00edgenas que falam da exist\u00eancia de divindades andr\u00f3ginas, como os criadores do mundo e do cosmos, bem como divindades protetoras que s\u00f3 poderiam ser invocadas por esses seres duais. Uma delas \u00e9 a Chuquichinchay \u2013 felino dan\u00e7ante, divindade da \u00e1gua, patrono dos povos ind\u00edgenas de \u201cdois g\u00eaneros\u201d. Esta figura reverenciada tinha suas huascas, ou assistentes rituais: indiv\u00edduos do \u201cterceiro g\u00eanero\u201d, vitais nas cerim\u00f4nias andinas. Um fundamento ancestral e espiritual que confronta uma sociedade que fere e assassina corpos diversos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">CHUQUICHINCHAY &#8211; La existencia de la androginia en los andes\u201d compartilha essas hist\u00f3rias a partir dos sentimentos e da experi\u00eancia vivida pela <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">artista trans e ind\u00edgena Quillasinga<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">num contexto de reafirma\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e espiritual. Uma cerim\u00f4nia transancestral e de purifica\u00e7\u00e3o, com a participa\u00e7\u00e3o de dois seres Qariwarmis \u2013 Quillasinga e Ishma \u2013, resgatados como xam\u00e3s ou oficiantes transg\u00eaneros em sua conex\u00e3o com a divindade Chuquichinchay, que tem seu mito narrado e representado. Uma mandala \u00e9 constru\u00edda no espa\u00e7o, feita com plantas medicinais, flores e sementes do territ\u00f3rio, utilizando s\u00edmbolos que representam a dualidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O p\u00fablico \u00e9 convidado a prestar homenagem a pessoas trans que j\u00e1 partiram, nomeando-as para trazer sua presen\u00e7a espiritual ao espa\u00e7o p\u00fablico. Um chamado para abra\u00e7ar as ancestralidades e as exist\u00eancias trans, tendo o ato de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica como s\u00edmbolo do cuidado com o luto e a mem\u00f3ria coletiva, transformando o esquecimento em uma cena de honra e respeito. Uma dramaturgia de autocuidado e cuidado transgeracional, essencial para corpos que foram historicamente violados.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">A presen\u00e7a desta obra no 18\u00ba IC Encontro de Artes resulta de convocat\u00f3ria internacional realizada com o apoio do Programa Ibercena \u2013 fundo que estimula a circula\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o das artes c\u00eanicas no espa\u00e7o cultural ibero-americano \u2013, realizado no Brasil pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes (Funarte) e Minist\u00e9rio da Cultura (MinC).<\/span><\/i><\/p>\n<h2><b>SOBRE O ARTISTA<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nascido em 1992 ao p\u00e9 do vulc\u00e3o Galeras e protegido pelas \u00e1guas do Lago Mam\u00e1 Cocha, no distrito de Encano, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Isaac Ensue\u00f1o Erazo Araujo \u00e9 m<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">estre em Artes Visuais pela Universidade de Nari\u00f1o. Seu esp\u00edrito foi forjado na sabedoria ancestral da terra que viu seu nascimento. Artista visual, gestor cultural, facilitador de oficinas e m\u00fasico autodidata, ele se identifica como Qariwarmi Quillasinga, uma alma que incorpora a dualidade sagrada como um ser transmasculino. Seu trabalho \u00e9 uma ponte entre o passado e o presente de seres de dois esp\u00edritos. Desenvolve projeto de pesquisa-cria\u00e7\u00e3o cujo prop\u00f3sito \u00e9 revelar a presen\u00e7a sutil e poderosa da androginia nos Andes, lembrando-nos que a diversidade n\u00e3o \u00e9 uma novidade, mas uma raiz profunda de nossa heran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<h2><b>FICHA T\u00c9CNICA<\/b><\/h2>\n<p><b>Cria\u00e7\u00e3o e performance: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Isaac Ensue\u00f1o Erazo Araujo<\/span><br \/>\n<b>Performance: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Sandra Aka Polisha, Oshnur e Bitxy Saavedra<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCHUQUICHINCHAY &#8211; La existencia de la androginia en los andes\u201d \u00e9 uma performance que conta a hist\u00f3ria da exist\u00eancia de seres andr\u00f3ginos do Imp\u00e9rio Inca, chamados Qariwarmis. Esta palavra vem do qu\u00e9chua (importante fam\u00edlia de l\u00ednguas ind\u00edgenas da Am\u00e9rica do Sul): Qari = homem, Warmis = mulher. 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