Ascendência, memória e encantamento. É pedindo licença para pisar em solo sagrado que o espetáculo “Candomblé da Barroquinha” faz uma ode ao Candomblé Ketu, maior e mais popular nação do Candomblé no Brasil, remontando suas origens, e celebra a história espiritual e cultural do povo negro diaspórico. Com direção de Thiago Romero, texto de Daniel Arcades e elenco potente, a montagem traz à cena as vivências cotidianas de Marcelina, uma jovem abian, e da comunidade à sua volta.
Apesar de ficcional, a obra é fundamentada a partir da pesquisa do diretor e do dramaturgo, e o enredo revisita o que se tem como umas das histórias sobre a origem do candomblé. “Nosso povo merece conhecer a história das mãos que fizeram este país. A arte tem como um de seus compromissos reinventar universos, heróis e heroínas para seus apreciadores e assim estamos fazendo. Por mais que nos faltem dados, não nos faltam a memória do corpo, a memória das vozes esquecidas e os documentos não-oficiais. Estamos aqui para contar uma história pouco conhecida e muito necessária para nossa população”, destaca o diretor Thiago Romero.
Em “Candomblé da Barroquinha”, o público conhece a história de três princesas africanas chegadas à Bahia na condição de escravizadas – Iyá Adetá, Iyá Kalá e Iyá Nassô -, personagens celebradas pela oralidade, que teriam fundado, no bairro da Barroquinha, o mais antigo templo de culto africano do país, tornando-se assim o símbolo de resistência, fora da África, dos reinos de Ketu e Oyó. Com sua sabedoria ancestral, elas criam uma das comunidades Jeje-Nagô mais importantes fora do território africano, reconstituindo na Bahia os locais sagrados destruídos pelo violento processo de colonização.
O elenco inclui nomes conhecidos da cena teatral baiana, como Nitorê Akadã, Yalorixá do Ilê Axé Egbe Omi N’lá, Fernanda Silva, Larissa Libório, Shirlei Silva, Antonio Marcelo e Diogo Teixeira. A coreografia é de Nildinha Fonseca, coreógrafa e bailarina do Balé Folclórico da Bahia, e a direção de produção é de Laise Castro.
Classificação indicativa: 14 anos
Acessibilidade: Arquitetura acessível e tradução em Libras
FICHA TÉCNICA
Direção: Thiago Romero
Texto: Daniel Arcades
Direção de produção: Laíse Castro
Direção musical: Lucas Maciel (primeira vez)
Direção de arte (cenário e figurino): Thiago Romero
Direção de movimento: Nildinha Fonseca
Coreografia: Nildinha Fonseca, Nitorê Akadã e Thiago Romero
Preparação corporal: Nitorê Akadã
Assistente de preparação corporal: Ivana Paixão
Elenco: Antonio Marcelo, Diogo Teixeira, Fernanda Silva, Larissa Libório, Nitorê Akadã e Shirlei Silva
Produção executiva: Amanda Cervilho e Francisco Xavier
Assistentes de produção: Monalisa Barbosa e Ludmylla Souza
Assistente de arte: Ayran Cunha
Iluminação: Vitor Hugo Sá
Assistentes de iluminação: Ella Dias e Maria Tucumã
Músicos: Lucas Maciel, Allan Pádua, Gabriel Rosário e Samir Bispo
Cenotécnicos: George Santana e Ricardo Fernandes
Confecção de cenário: George Santana e Ricardo Fernandes
Técnicos de som: Jeferson Souza e Jorge Souza
Costura: Rainha Loulou e Diego Ariel
Social media: Thais Lago
Assessoria de imprensa: Cris Felix
Intérprete de libras: Lucas Sol
Realização: DAN Território de Criação