MINISTÉRIO DA CULTURA, TRANSPETRO E
GOVERNO DA BAHIA APRESENTAM

IC17: Festa no Front

Um festival como festividade em zona de conflito

“Festa no Front”: esse é o chamado da 17ª edição do IC Encontro de Artes, festival realizado pela Conexões Criativas em parceria com a Dimenti Produções Culturais, que acontece entre os dias 20 e 31 de agosto em Salvador, Candeias e Madre de Deus, na Bahia. 

Um festival pode ser abrigo, mas também tensão, ruído, sobreposição. Pode ser trincheira simbólica, onde os corpos se reúnem não só para mostrar obras, mas para convocar presenças, fricções, afetos e insurgências. Pensar o IC17 como festividade em zona de conflito é assumir que a arte não está fora da crise: ela acontece com a crise, no conflito, contra a lógica que exige que se produza uma suposta paz onde há urgência. É afirmar que palco, rua, corpo e gesto podem ser armas sensíveis de criação e crítica. É permitir que a festa seja não só alívio e distração, mas também espaço de elaboração política e coletiva. Um ritual material e simbólico de presença.

Atualmente, diversos trabalhos nas artes do corpo e da cena têm se aproximado da ideia de festa, pensando e reconfigurando seus sentidos em diferentes camadas. A festa aparece como rito, celebração, desvio ou crítica; como território onde o corpo transborda sua função social e inventa outras formas de presença. Em muitos desses trabalhos, a festa não é apenas um tema, mas uma linguagem — uma tessitura dramatúrgica própria onde a festa se torna chão e motor de criação. 

O mote curatorial “Festa no Front” convida a pensar festa e luta não como opostas, mas como forças que se atravessam mutuamente. Nem só escape, nem só enfrentamento: a festa como desvio radical da norma; a guerra como o deslimite insuportável de uma sociedade colapsada. No limiar entre colapso e resistência, o corpo se move. O corpo é capaz de dançar com a violência e com a escassez como gesto de invenção, afirmação e sobrevivência. Diante do excesso de controle e do apagamento, o corpo festivo pode carregar o desejo. Como trincheira, tambor e barricada. “Festa no Front” como linha de frente de outras éticas em tempos de barbárie.

Quais corpos podem festejar? O que pode uma festa numa zona de conflito? No front, a festa é fim, é meio, ou é o que nos resta?

O IC17 conta com patrocínio da Transpetro, por intermédio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura, via programa Transpetro em Movimento. Também tem apoio financeiro continuado do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, contemplado pelo Edital de Eventos Culturais Calendarizados.

O IC é uma iniciativa artística independente, contemporânea e desafiadora, concebida de forma continuada e impulsora de instigantes processos para a produção cultural da Bahia e do Brasil. O projeto abre espaço para articulações, reflexões e intercâmbios como uma plataforma pluriartística de criação e difusão. Cada edição é atravessada por uma questão simbólica que orienta o processo curatorial e a composição da programação, em consonância com aquilo que move a criação de artistas em diferentes partes do mundo e em associação com as pesquisas dos próprios artistas-curadores-produtores: Ellen Mello, Jorge Alencar, Larissa Lacerda e Neto Machado. Saiba mais sobre o IC e sua história aqui.

IC ENCONTRO DE ARTES - 20 a 31 de agosto
IC ENCONTRO DE ARTES - 20 a 31 de agosto

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