O IC17 promove espaços de conversa pública entre artistas, pesquisadoras, equipe curatorial e público, a partir das obras da programação. Os bate-papos propõem cruzamentos entre pensamento e presença, criando zonas de escuta crítica e afetiva. Com mediação da curadoria do festival e participação de artistas das peças do festival, as conversas investigam como cada trabalho articula ideias como festa e front, colisão e folia, corpo e política, em suas singularidades poéticas. A artista Monica Santana participa com um gesto performativo de criação em tempo presente, elaborando um pensamento visual por meio da técnica da facilitação gráfica.
Bate-papo: Qual o front da sua festa?
Com mediação de Jorge Alencar, neste bate-papo, partimos das obras participantes do festival que trazem a festa como solo criativo e político. No âmago dessas obras, há urgências que não se deixam adiar: a festa é também denúncia, grito, ritual e continuação. Como a festa, como força dramatúrgica e estética, pode pulsionar certos fronts de luta na cena contemporânea? Como articular celebração e insurgência sem cair na distração? Em que medida festejar junto é gesto político e prova das alegrias ativas? Um compartilhamento crítico e afetivo dos processos curatoriais e criativos, cruzando corpos, histórias e territórios que festejam na linha de frente.
Com:
– Cia Dançurbana (MS)
– DAN Território de Criação (BA)
– Debonde (RJ)
Pesquisadora convidada: Lu Paixão (BA)
Coreógrafa, artista e pesquisadora das danças contemporâneas, especialista em Coreografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Possui mestrado e doutorado pela UNICAMP e pós-doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA, parte da pesquisa feita na biblioteca para as artes do espetáculo de Nova Iorque. Desenvolve pesquisa sobre a historiografia da dança e da dança negra no cinema. Filiada à Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE) e à Associação Nacional de Pesquisadores em Dança (ANDA). Docente do Curso de Dança na Escola de Dança da UFBA e do do Programa de Pós-graduação em Dança, Mestrado e Doutorado da UFBA.
Facilitação gráfica: Monica Santana
A facilitação gráfica é o processo de usar imagens para facilitar a comunicação e colaboração em grupo. É uma forma visual de registrar ideias, discussões e decisões. Desse modo, permite que as elaborações discursivas possam ser compartilhados de modo acessível, claro e gerando possibilidade de engajamento e compartilhamento. É uma ferramenta poderosa para brainstorming, resolução de problemas e tomada de decisões. A facilitadora gráfica acompanha a discussão, produzindo uma síntese que mistura desenhos, metáforas visuais, frases e destaques de palavras-chaves. Esse material pode ser compartilhado, fotografado, filmado e se desdobrar em outros produtos acessíveis que permitem o alcance e compreensão do debate realizado.
Monica Santana (BA) é uma artista multidisciplinar, com atuação na cena, na escrita/literatura/dramaturgia e desenho de conversas e discussões coletivas. Doutora e mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), é bacharel em Comunicação/Jornalismo. É professora no Mestrado Profissional em Artes e Mediação Cultural da Escola Superior de Artes Célia Helena. Atuou por anos como educomunicadora e jornalista e, nesse ambiente, conheceu a facilitação gráfica, técnica que promove a sistematização de discussões e construções coletivas por meio de ilustrações e síntese visual. Desde 2014, vem atuando em eventos presenciais, híbridos e também para inserção em obras de audiovisual.
Classificação indicativa: Livre
Acessibilidade: Arquitetura acessível e tradução em Libras