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Sempre é tempo de sentar com os mais velhos e ouvir o que eles têm para dizer. A escuta pode ser arrebatadora, inspiradora e até motivar a montagem de um espetáculo. Foi o que aconteceu com o ator e diretor baiano Fábio Vidal com “Minha mãe e eu, e a mãe da minha mãe”. A peça conta com a participação inédita de Rosvanda Melo, mãe de Fábio – que nunca havia atuado –, em uma narrativa autobiográfica que entrelaça temas universais como o envelhecimento e o cuidado familiar.
Estreado em 2025, o espetáculo marca um encontro emocionante entre as histórias de três gerações de mulheres, revelando memórias e afetos. Com teatro, contação de histórias, canto, bordado e culinária, a obra também homenageia Agostinha, avó de Vidal, falecida aos 80 anos, vítima da Doença de Alzheimer, e sua bisavó, Pureza. Assim, a montagem atravessa mais de cem anos de memórias familiares, trazendo à tona a rica trajetória de mulheres nordestinas e suas lutas.
“Minha mãe e eu, e a mãe da minha mãe” também aborda a questão do etarismo, refletindo sobre o Brasil pela ótica de uma mulher octogenária, propondo uma reflexão sobre o envelhecimento e o lugar das pessoas idosas na sociedade. Alternando momentos de delicadeza e força, aborda de forma afetuosa os desafios e revela a importância do cuidado como expressão do amor.
SOBRE OS ARTISTAS
Fabio Vidal: Ator-performer, autor, diretor, professor e produtor. Mestre e bacharel pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Integrante do Território Sirius Teatro. Produziu os festivais “LUSOTEROPOLITANA” (Anos 1 e 2) e “Solos em Todos os Solos” (duas edições). Foi coreógrafo do projeto “A Cidade que Habita em Mim” do Balé Teatro Castro Alves (BTCA). Foi parte da comissão do Prêmio Braskem de Teatro 2020-2021. Participa do projeto EPICO (experimentação e pesquisa do improviso da cena ONLINE) junto à Cia de Improviso Salvador desde 2020, onde realizou diversas atividades online como ator, autor e diretor. Criou, dirige e atua nas encenações “Monólogo das Sombras”, “Velôsidades”, “Sebastião”, “Seu Bomfim”, “Velôsidade Máxima”, “Eterno Retorno – ERê” e “Joelma”. Dramaturgo do espetáculo “Álbum de Família” do BTCA. Dirigiu os espetáculos “Temporal”, “Casa Número Nada” e “Gbagbe e Gamela”. Realizou a orientação de encenação do espetáculo “Hamlet Cancelado” de Vinicius Piedade. Como ator, participou de diversas montagens baianas, como “Salmo 91”, “Murmúrios”, “Divinas Palavras” e “Os Acrobatas”. Participou dos filmes “Abaixo a gravidade” e “O Homem que não dormia”, de Edgard Navarro, “Joelma”, de Edson Bastos, e “Fundo do céu”, de Matheus Vianna. Dirigiu e roteirizou os documentários “Ecoando Helisleide Bomfim” e “Visitas de Helisleide Bomfim”.
Rosvanda Melo: Rosvanda Maria Melo Santana é dona de casa, aposentada, mãe de cinco filhos, avó de sete netos, viúva. Filha primogênita, nasceu em Sergipe, natural de São Cristóvão, e se mudou para a Bahia em 1961, aos 16 anos, morando em Itaparica e posteriormente em Salvador. Estudou até a 4ª série. Foi industriária, auxiliar de escritório e revendedora de catálogos de cosméticos e variedades como Avon e Hermes. As artes fazem parte do seu cotidiano como atividade de lazer e interação. Sempre realizou trabalhos manuais como costura, bordado e patchwork. Integra o Coral Eduardo Figueiredo Espinheira, da Sociedade Espírita Amor e Humildade. Contribui com as ações sociais promovidas pela entidade que tem sede no popular bairro da Massaranduba, sendo responsável pelo grupo de idosas “Amigos de Luís Sérgio”, que atende mais de 30 mulheres a partir dos 65 anos, oferecendo alimento, doando cestas básicas e promovendo atividades culturais e palestras. Já coordenou também um projeto junto a gestantes, oferecendo acolhimento e alimentação para futuras mães e enxovais para recém-nascidos. Chamada de Vanda, Vandinha ou Rosvandinha, foi cuidadora familiar de sua mãe, diagnosticada com Alzheimer, durante os últimos oito anos de vida dela.
FICHA TÉCNICA
Direção, autoria e atuação: Fabio Vidal
Atuação: Rosvanda Melo
Assistência de direção: Kaíka Alves e Caw Bomfim
Orientação de dramaturgia: Meran Vargens
Figurino: Rino Carvalho e Lucimaureen Agra
Cenografia: Luis Parras
Assistência de cenografia: Ítalo Parras
Cenotecnia: José Augusto Alves, Wagner Aguiar e Ricardo Fernandes
Adereço cênico (tapete): Lucas Oliveira e Luzia Passos
Assistente de cena: Edice Melo
Iluminação: Moisés Victório
Operação de luz: Ella Dias
Trilha sonora e preparação vocal: Sandra Simões
Operação de som: Léo Bittencourt
Locuções: Paulo Roberto
Produção de vídeos para a cena: Edson Bastos e Henrique Filho (Voo Audiovisual)
Registro de imagens para a cena: Clara Paraguaçu
Identidade visual: Filipe Bezerra
Produção: Multi Planejamento Cultural
Coordenação de Produção: Ana Paula Vasconcelos e Renata Hasselman
Produção: Iajima Silena
Assistência de Produção: Caio Barbosa e Caw Bomfim